Esta freguesia vimarenense surge encaixada na orla ocidental da concelhia, a uns nove quilómetros da cidade-sede Guimarães e ligada directamente a esta pela EN 206. Vermil, Brito, S. Jorge e Gondar são as congéneres suas limítrofes, alinhando por esta ordem do norte para o nascente. Ronfe ocupa uma razoável extensão, este território paroquial assenta directamente na bacia orográfica do Ave, à margem direita (e ocidental) deste curso de água. Constituindo-se como importante centro industrial do sector têxtil, Ronfe têm vindo gradativamente a abandonar as suas ancestrais vocações agrícolas, surgindo já notoriamente urbanizada.

 
 
Ronfe, esta ancestral paróquia, dita em época baixo-medieval "de Sancto Jacobi de Ranufi", liga-se ao desaparecido e importante Couto de Belmir. Um documento de 1033 cite já a "villa Belmit", surgindo esta propriedade na raíz da actual freguesia de Vermil. Vermil e Ronfe seriam aliás as duas paróquias que integravam o referido couto, ainda pelo primeiro quartel do século XVIII, como testemunha Craesbeeck. Segundo este autor, o mais antigo senhor desse couto terá sido Rui Vaz Coutinho, carecendo porém de veracidade esta opinião, pois que tendo o sobredito vivido pelos finais do século XIV ínicios do seguinte, já as "Inquirições" de 1220 e 1258 registavam o "cauto de Belmir". Sob a grafia "Belmill", manter-se-ia o mesmo até ao século XIV, passando então a designar-se Couto de Ronfe. É de notar, porém, que o topónimo "Ronfe" (de suposta origem em antropónimo germânico alti-medieval, segundo J. Piel), sendo bastante remoto e tendo comprovada a existência de um templo invocado a S. Tiago (mais exactamente "Sancto Jacobo et Joaciono) já em 1059, terá desta forma uma origem bem anterior à nacionalidade.
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